Não me oiço com clareza


Tento silenciar tudo e todos.
Para em mim deixar fluir o som da verdade
Aquele circulo dinâmico sentimental que tanto me orgulhava controlar.
A clarividência é hoje uma afronta a minha sanidade emocional
tento ouvir-me, mas oiço um burburinho de fundo...
sons do passado... sons freudianos
sons dos outros universos... que não são o Eu.
O passado vive em mim, fala para mim,
não o consigo ignorar, não o devo fazer.
Sentir em mim o que fui só me ajudará a saber o que serei.
Os sons do presente ecoam no passado...
e vislumbram o futuro desconhecido...
o Presente vive-se analisando o tempo dos sons.
Receoso do presente,
ansioso medroso pelo futuro
seguro no presente.
Tempos que não me largaram nunca
sons que oiço, sinto, vejo, cheiro,
Sons do Eu... ( ou não )
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